Figura De Linguagem Som
Neste guia, você vai entender o que é figura de linguagem som, como identificá-la e aplicá-la com eficácia na escrita e na fala. O objetivo é desmistificar esse recurso estilístico e mostrar sua importância na comunicação criativa.
O que é figura de linguagem som e como ela funciona
A figura de linguagem som, também conhecida como onomatopeia, é um recurso estilístico que reproduz sons reais ou abstratos por meio de palavras. Essas palavras não representam apenas o som, mas o evocam de forma que o leitor ou o ouvido quase “ouça” aquela situação. Diferente de outros recursos que trabalham apenas com o significado, o som ativa a percepção auditiva e sensorial da linguagem.
Quais são os exemplos de figura de linguagem som no cotidiano
Você já ouviu expressões como “tique-taque”, “zum-zum” ou “cricricru”? São casos clássicos de figura de linguagem som presentes no português. Essas palavras são usadas não só na fala espontânea, mas também na literatura, no jornalismo e na publicidade para criar vivências mais intensas. Reconhecê-las ajuda a melhorar a compreensão textual e a enriquecer a própria produção.

Como identificar a figura de linguagem som em um texto
Para identificar essa figura, é preciso prestar atenção às palavras que imitam sons. Elas podem aparecer isoladas ou em sequência, formando padrons auditivos ricos. Uma dica simples é verificar se a palavra soa semelhante ao barulho que descreve. Quando isso acontece, quase certamente trata-se de onomatopeia, uma das formas mais populares de figura de linguagem sonora.
Características mais comuns
- Palavras que imitam sons físicos, como animais, objetos ou fenômenos naturais.
- Uso frequente de consoantes repetidas ou vocálicos que sugerem ritmo ou eco.
- Função expressiva: reforçar a atmosfera, a emoção ou a vivacidade da narrativa.
- Aplicação em diversos gêneros textuais, desde poesias e crônicas até propagandas e reportagens.
Quais são as vantagens de usar essa figura na escrita
Utilizar figura de linguagem son traz benefícios claros para quem escreve. Primeiro, ela deixa o texto mais vivo e próximo da experiência real, pois ativa a imaginação auditiva do leitor. Segundo, ajuda a criar ritmo e musicalidade, especialmente em textos poéticos. Terceiro, facilita a compreensão de cenas complexas, já que o som pode sugerir ação, estado de espírito ou contexto sem precisar de muitas palavras.
Em quais situações ela costuma aparecer
A figura de linguagem som aparece em praticamente todos os tipos de texto. Na literatura, personificações como “o vento uivava” dão tom dramático ou melancólico. No cotidiano, ouvimos frases como “o telefone rangiu” ou “a buzina bipou”. Na publicidade, marcas usam sons icônicos para fixar produtos, como o famoso “plim” de uma lata de refrigerante aberta. Reconhecê-la ajuda a interpretar melhor as intenções do autor.

Como aplicar a figura de linguagem som de forma correta
A chave para usar a figura de linguagem som com eficácia está na escolha consciente das palavras. Não se trata de copiar sons aleatoriamente, mas de alinhar a onomatopeia ao contexto, ao tom e ao público-alvo. Um erro comum é forçar sons que soam artificiais ou que não combinam com o cenário descrito. O segredo é equilíbrio: usar o recurso com leveza e coerência, para realçar sem distrair.
Dicas práticas para escrita
- Ouça o ambiente ao seu redor e anote os sons que mais chamam atenção. Isso ajuda a criar um repertório de onomatopeias autênticas.
- Adapte o som ao contexto cultural, pois algumas representações auditivas variam entre regiões e grupos sociais.
- Combine a figura de linguagem son com outras descrições sensoriais para enriquecer a cena.
- Evite excessos para não cansar o leitor ou tornar o texto infantil demais, a menos que esse seja o objetivo.
Quais são os erros mais comuns ao usar essa figura
Identificar os problemas mais frequentes ajuda a evitar equívocos na hora de escrever. Muitos confundem onomatopeia com mera gíria ou palavra informal, o que pode comprometer a clareza. Outro erro é repetir o mesmo som sem variar, o deixando monótono. Também é comum usar um barulho que não combina com o cenário, gerando confusão ou sensação de leveza indesejada.
Erros frequentes de onomatopeia
- Escolher palavras que não soam como o barulho real.
- Usar onomatopeia de forma exagerada, sobrecarregando a narrativa.
- Ignorar o tom geral do texto, resultando em incongruência estilística.
- Repetir o mesmo recurso sem criatividade, tornando-a previsível.
Como a figura de linguagem som aparece em diferentes estilos literários
Cada gênero textual trabalha com a figura de linguagem son de maneiras distintas. Na poesia, ela cria ritmo e musicalidade, enquanto no romance e na crônica ajuda a construir atmosfera e imersão. No cinema e na televisão, os roteiros muitas vezes incluem onomatopeias para orientar a trilha sonora. Já na publicidade, o som é usado para fixar marcas e produtos de forma memorável. Entender essas particularidades permite usar a figura de forma mais inteligente, de acordo com o objetivo de cada texto.

Perguntas frequentes sobre figura de linguagem som
A figura de linguagem som é a mesma coisa que onomatopeia?
Sim, a figura de linguagem som é basicamente sinônimo de onomatopeia. Ambas se referem à representação verbal de sons, que pode ser concreta (como “au-au”) ou abstrata (como “eco”).
Posso usar figuras de linguagem son em textos formais?
Depende do contexto. Em redações acadêmicas ou relatórios técnicos, o uso deve ser moderado e criterioso, apenas quando contribuir para a clareza ou expressividade. Já em narrativas e crônicas, ela é mais comum e bem-vinda.
Como treino a habilidade de reconhecer e criar onomatopeias?
Uma prática eficaz é observar o mundo ao seu redor: anote os sons que ouve e depois escreva variantes verbais para eles. Leia textos diversos e destaque as palavras que soam como os barulhos descritos. Com o tempo, você desenvolve um bom senso auditivo para aplicar a figura de linguagem som com naturalidade.

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